EXPOSIÇÕES  E EVENTOS

DCzz DESIGN E CONSPIRAÇÃO: ZIGUE ZAGUES ENTRE ARTE E FILOSOFIA

DCzz DESIGN E CONSPIRAÇÃO: ZIGUE ZAGUES ENTRE ARTE E FILOSOFIA

Evento concebido como um espaço de discussão entre os campos do Design, Arte e Filosofia com a intenção de, por meio da construção de diálogos singulares, promover expansões teóricas e práticas que aportem outras perspectivas poéticas, estéticas e políticas. O elemento disparador do encontro é uma colocação de Vilém Flusser sobre os significados da palavra design, que o filosofo relaciona com as ideias de ‘astúcia’ e a ‘fraude’.

A partir daí busca-se contribuir para uma expansão da tessitura conceitual que permeia o campo do Design atualizando e multiplicando seus sentidos por meio das interfaces com Arte e Filosofia, visando ampliar suas conexões conceituais e práticas criativas. Convidados de diferentes campos do saber e com distintos tipos de atuação profissional foram organizados em atividades práticas – Oficinas Transitivas - que visam provocar singulares processos de criação e mesas de discussão - Conversas Transversais - que pretendem multiplicar a proposição de Flusser por diversos recortes.

Como convidado para a abertura do evento o pesquisador inglês Gavin Grindon, curador da exposição Disobedient Objects, pioneira na investigação do papel dos objetos em movimentos de mudança social.

Design

Itaú Cultural
2016

CORPO, PODER E AFETO

A mostra apresenta trabalhos inscritos num campo expandido da joalheria, tomado como um território de possibilidades para pensar e produzir o objeto joia de modo poético, desobrigando-o do vínculo com materiais preciosos e da função decorativa. Interrelações entre o corpo e questão de poder aparecem traduzidas em objetos-joias e fotografias que buscam ser contraponto às noções de joia vinculadas ao consumo e aos fluxos da moda, construindo novas transversalidades e incorporando hibridizações com outras linguagens artísticas.

Arte

Galeria Caso do Lago
2013

MEU CORPO, TEU CORPO

"Meu corpo, teu corpo" mostra trabalhos de Mirla Fernandes, numa retrospectiva de 12 anos de investigação sobre a joia como objeto de mediação entre o artista e o outro. Dentro deste universo, a artista explora a potência das relações que se constituem entre objeto e corpo, subvertendo a ênfase decorativa de um corpo-vitrine. Faz isso tanto tomando o próprio corpo como referência e medida para o corpo do outro, bem como deixando a critério desse último as relações que vai estabelecer entre seu corpo e a joia.

Arte

Galeria Hop/Talin
2012

MEMORIAL DO CONSUMO

Projeto de concepção e montagem de um museu virtual interativo composto por registros de memórias e narrativas sobre o universo do consumo, suas práticas, materialidades, imaginários e atores, com captação de depoimentos de produtores e receptores. Seu conteúdo e proposito estão voltados ao mapeamento, exploração e análise de narrativas visuais, textuais e sonoras, colocando em diálogo diferentes perspectivas e visões de mundo, vindas do campo da produção e da recepção – pesquisadores, produtores e consumidores, construindo pontes entre o mundo acadêmico e o não acadêmico.

Design

ESPM
2011/2012

1º ENCONTRO DE ARTE JOALHERIA

O encontro teve o intuito de promover uma aproximação entre uma abordagem que considera a joalheira como prática artística e uma instituição de ensino, possibilitando uma discussão inédita e relevante para os novos rumos da arte contemporânea e da formação em artes no Brasil. A artista e professora Cristina Filipe (Coordenadora Ar.co – Centro de Arte & Comunicação Visual de Lisboa e Presidente da PIN – Associação Portuguesa de Joalharia Contemporânea) apresentou sua experiência, bem como as artistas brasileiras Renata Porto e Mirla Fernandes. Do Instituto de Artes participaram a diretora associada e o coordenador da graduação em Artes Visuais.

Arte

Instituto de Artes/ Unicamp
2010

[M+D] MATERIOTECA

O conhecimento em materiais pode ser entendido como suporte à viabilidade técnica do projeto. Porém, o aumento da quantidade de materiais disponíveis é crescente, com empresas lançando no mercado materiais “exclusivos”, com nomes comerciais, combinando e modificando suas características técnicas, físico-químicas, o que dificulta ainda mais seu reconhecimento. Nesse sentido observa-se a necessidade de construir bases de dados e acervos de amostras de materiais, o que pode ser constatado pelo surgimento de diversas bibliotecas de materiais, tanto no âmbito acadêmico quanto comercial.

Em linhas gerais o projeto consiste em propor as diretrizes, objetivos e conteúdo dos ambientes físico e virtual de um acervo de materiais destinado a alunos e profissionais de design e de áreas afins, possibilitando um rápido acesso à informação. O objetivo principal é incentivar a pesquisa na área, promovendo a formação de um olhar mais consciente, sensível e criativo sobre os materiais, priorizando o contato com as amostras e a informação sensorial. Soma-se a isso o propósito de fornecer informações confiáveis e atualizadas sobre materiais e processos produtivos, nacionais e internacionais, possibilitando a análise comparativa entre diferentes fornecedores.

Constituem-se como elementos-chave na construção do “espírito do lugar” enquanto espaço de investigação na área de materiais e de um modus operandi que deve coadunar com as necessidades específicas das atividades do designer. o acervo se propõe a ser um espaço independente, sem fins comerciais, com compromissos com a pesquisa cientifica e divulgação do conhecimento, não visando lucros ou quaisquer proveitos econômicos provenientes das informações divulgadas.

Design

Senac
2007-2008

REFLEXOS E TRANSPARÊNCIAS

A partir do conceito de mapas temáticos, aplicado ao campo dos materiais para o design, configurou-se uma cartografia orientada para um fator não mensurável nas práticas projetuais: os processos de utilização experimental e criativa da materiais. A concepção de temático utilizada é oriunda da filosofia, especificamente do conceito deleuziano de cartografia, que prioriza a diversidade de relações explicativas e analíticas presentes no universo apresentado, subvertendo assim as categorias estabelecidas tradicionalmente. Essa estratégia possibilitou a elaboração de novas formas de mapeamento distintas da classificação da engenharia ou da categorização por aplicação a um segmento específico (como por exemplo, materiais para mobiliário).

Focado nos aspectos percepto-sensoriais, o mapa proposto considerou a hegemonia da visão como terreno para o desdobramento nas qualidades de reflexão e transparência. Tanto do ponto de vista físico quanto simbólico, o que reflete esconde sua essência. O seu oposto, o transparente, nos permite ver o mundo sob várias camadas. Assim, Reflexos e Transparências configurou um mapa temático de opostos e de complementares, permitindo atravessar estruturas e territórios refletindo a essência do próprio mapa.

Design

Senac
2007

CARTOGRAFIAS DA DIVERSIDADE

Mostra voltada para o segmento do design apresentando diferentes possibilidades de aplicação das mesmas matérias-primas em produtos de diversos setores, tais como mobiliário, moda, acessórios e gráfico. Dentre os materiais apresentados estão o Bambu, o Couro, a Borracha, o Papel, a Madeira, Polímeros e Compostos reciclados. Os materiais são apresentados in natura, processados e aplicados em objetos industriais, o que possibilita perceber como suas configurações e características estético-formais podem permanecer ou se alterar ao longo dos processos produtivos.

Design

Senac
2006

SIMPÓSIO SENAC DE MATERIAIS

O evento surgiu com a intenção de articular o intercâmbio de informações entre três universos bem distintos, porém inter-relacionados, no fazer do design: ensino e pesquisa (academia), indústria e comércio (empresas) e profissionais (designers e escritórios de design). Assim sendo, a proposta diferenciava-se conceitualmente de um congresso científico ou de uma feira de negócios, que geralmente privilegiam apenas um dos aspectos citados acima.

Em sua edição de 2005 - Simpósio Senac de Materiais: Design e Identidade - a configuração das mesas e seleção dos convidados propunha uma reflexão sobre a influência dos materiais em projetos de design, discutindo as inovações deste setor no cenário nacional e internacional. Os palestrantes apresentaram e debateram estratégias de seleção e uso de materiais, de acordo com aspectos econômicos, culturais e ambientais. Abordaram ainda os benefícios e os impactos socioculturais relacionados ao uso de determinadas tecnologias, bem como o papel do material como elemento diferenciador do trabalho do designer.

Em 2006 - Simpósio Senac de Materiais: Design e Novos Cenários - foi pensado a partir da ideia de cenários possíveis para projetos sustentáveis. Com bases tecnológicas (hi-tech ou low-tech) os convidados selecionados consideraram as interfaces entre homem-objeto-ambiente, levando-se em conta, também, a identidade expressiva construída a partir dos materiais, integrando melhor as áreas de moda e design gráfico. O tema destacou, sobretudo, a necessidade de pensar o Design a partir de novas diretrizes de produção e consumo decorrentes de fatores como a tecnologia, aliada ao desenvolvimento de materiais e processos produtivos.

Design

Senac
2005/2006